terça-feira, 12 de abril de 2011

O Dia do Senhor

Os Dez Mandamentos, ou Decálogo, é o nome dado ao conjunto de leis que segundo a Bíblia foram originalmente escritos por Deus em tábuas de pedra e entregues ao profeta Moisés, também conhecidas com “As Tábuas da Lei”. As tábuas de pedra originais foram quebradas, de modo que, segundo Êxodo 34:1, Deus teve de escrever outras. Encontramos primeiramente os Dez Mandamentos em Êxodo 20:2-17. É repetido novamente em Deuteronômio 5:6-21, usando palavras similares.
Decálogo significa dez palavras (Ex 34,28). Estas palavras resumem a Lei, dada por Deus ao povo de Israel, no contexto da Aliança, por meio de Moisés. Este, ao apresentar os mandamentos do amor a Deus (os quatro primeiros) e ao próximo (os outros seis), traça, para o povo eleito e para cada um em particular, o caminho a ser seguido para se obter uma vida liberta da escravidão do pecado.
De acordo com o livro bíblico de Êxodo, Moisés conduziu os israelitas que haviam sido escravizados no Egito, atravessando o Mar Vermelho dirigindo-se ao Monte Horeb, na Península do Sinai. No sopé do Monte Sinai, Moisés ao receber as duas "Tábuas da Lei" contendo os dez mandamentos de Deus, estabeleceu solenemente um pacto (ou aliança) entre Deus e o povo de Israel.
Os cristãos reconhecem no Decálogo uma importância e um significado basilar. Algumas igrejas ordenam a sua completa observância. Outros enfatizam a importância de seguir seus princípios, pois creem que Cristo resumiu todos os mandamentos no amor a Deus e ao próximo. Jesus interpreta a Lei do Amor da seguinte maneira: "Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma e com toda a tua mente e a teu próximo como a ti mesmo". Assim, Cristo dividiu a Lei conforme suas tábuas em o “Amor a Deus” na primeira tábua e o “Amor ao próximo” na segunda tábua.
Um dos dez mandamentos fala sobre a guarda de um dia da semana para o Senhor, sendo este dia conhecido com o dia do Senhor: “Lembra-te do dia do sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra, mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR, teu Deus; não farás nenhuma obra, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro que está dentro das tuas portas. Porque em seis dias fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo que neles há e ao sétimo dia descansou; portanto, abençoou o SENHOR o dia do sábado e o santificou.” (Êxodo 20:8 a 11).
A Lei de Deus aí está e é perfeita: “A lei do Senhor é perfeita e refrigera a alma; o testemunho do SENHOR é fiel e dá sabedoria aos simples” (Salmos 19:7). Ela não salva o pecador, mas simplesmente ela aponta o pecado, a vitória depende de a pessoa obedecer não cometendo o pecado.
Com a vinda de Cristo a terra as coisas mudaram, Cristo não veio invalidar a Lei, mas cumpri-la, (Mateus 5:17): “Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas; não vim ab-rogar, mas cumprir”. Nada caiu da Lei a não ser a parte cerimonial porque Cristo é o cumprimento das promessas de Deus Pai.
Portanto os dez mandamentos continuam válidos sim para os dias de hoje e a guarda de um dia da semana para o Senhor é uma ordenança. Mas, fica uma observação de nada adiantará seguir os dez mandamentos sem a fé em Cristo Jesus, a única escada verdadeira para o céu, que subjugou o “Tempo da Lei” pelo “Tempo da Graça”.
De Isaías ao Apocalipse, a frase "dia do Senhor" aparece em 25 versículos, e expressões semelhantes surgem em vários outros. A linguagem bíblica, freqüentemente citando "o dia do Senhor", é facilmente interpretada como se falasse de um só dia, talvez o dia final quando o Senhor voltará para julgar todas as pessoas. Mas o assunto não é simples assim. Esta pergunta serve para ilustrar bem uma regra fundamental de estudo bíblico: é necessário examinar palavras e frases em seus contextos.
Considerando as citações bíblicas sobre o "dia do Senhor", podemos ver que a mesma frase têm, pelo menos, quatro significados diferentes. Em cada caso, discernimos o sentido no contexto. Vamos examinar exemplos destes significados.
Um dia de julgamento de pessoas, cidades, povos ou nações. Este é o sentido mais comum, especialmente nas profecias do Velho Testamento. Isaías falou desta maneira do castigo da Babilônia (Isaías 13:6,9). Jeremias descreveu o castigo do Egito como "o Dia do Senhor... dia de vingança contra os seus adversários" (Jeremias 46:10). Seu contemporâneo, Ezequiel, também usou a mesma linguagem ao falar sobre o castigo do Egito (Ezequiel 30:3) e o de Jerusalém (Ezequiel 13:5; veja Sofonias 1:7,14). Joel usa esta frase para falar do castigo do povo judeu (Joel 1:15; 2:1) e do julgamento de várias nações (Joel 3:14).
Uma referência ao cumprimento do plano de Deus por meio de Jesus Cristo em sua primeira vinda (Joel 2:31; Malaquias 4:5; Atos 2:20).
O dia final, quando Jesus voltará e chamará todos ao julgamento (1 Tessalonicenses 5:2; 2 Pedro 3:10).
O dia santificado para o louvor do Senhor. Entre os israelitas do Antigo Testamento, foi o dia do sábado, quando lembraram do descanso de Deus da obra da criação (Isaías 58:13). Para os cristãos na Nova Aliança, é o primeiro dia da semana, quando lembramos da obra de Jesus, morrendo na cruz e sendo ressuscitado no primeiro dia para nos mostrar-nos o caminho à vida eterna (Apocalipse 1:10; veja Lucas 24:1; Atos 20:7; 1 Coríntios 16:2).
O dia do Senhor representa duas opções e dois destinos. É dia de destruição e de salvação. O mesmo dia que trouxe castigo aos opressores livrou os oprimidos. O mesmo dia que trouxe salvação aos que receberam a palavra condenou os desobedientes. O mesmo dia que marcará a entrada no céu para alguns será o começo do castigo eterno para outros (Mateus 25:46). E o mesmo dia em que os cristãos comemoram o sofrimento de Jesus na cruz é ocasião de escândalo e loucura para outros (1 Coríntios 1:23-25).
O Dia do Senhor: salvação ou condenação? A decisão é nossa!

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