quarta-feira, 8 de junho de 2011

60 Anos da Profissão de Economista, o CORECON-PA e o Papel do Economista na Sociedade

A data do dia 13 de agosto de 2011 é uma data comemorativa para o profissional economista. Há cerca de 60 anos, no dia 13 de agosto de 1951, o então presidente Getúlio Dorneles Vargas sancionou a Lei n.º 1.411 que passou a regulamentar o exercício profissional do economista. Somaram-se a esta lei o Decreto n.º 31.794 de 17 de novembro de 1952, a Lei n.º 6.021 de 03 de janeiro de 1974, a Lei n.º 6.537 de 19 de junho de 1978 e a Lei n.º 6.206 de 07 de maio de 1975. É este conjunto legal que regulamenta a profissão de economista no Brasil.
O Conselho Regional de Economia do Estado do Pará (CORECON-PA) foi o nono Conselho a ser criado no Brasil em 11 de junho de 1965 por meio da Resolução de n.º 145 do Conselho Federal de Economia (COFECON), sendo por isto considerado o da 9ª Região. Desde então o Plenário do CORECON-PA é formado por 18 economistas, sendo 9 Conselheiros Efetivos e 9 Conselheiros Suplentes, havendo renovação anual de 1/3 da Plenária através de votação direta dos economistas, ocasião na qual também é feita a consulta para Presidente do CORECON-PA. Ao todo 23 economistas já assumiram o cargo de Presidente do CORECON-PA, conforme Tabela 1 em anexo, sendo que o primeiro presidente da entidade foi o economista Pedro José Martin de Mello empossado no ano de 1966. 
Ao CORECON-PA, de acordo com o conjunto legal que regulamenta a profissão de economista, compete: organizar e manter o registro profissional dos economistas; expedir as carteiras profissionais; arrecadar multas, anuidades, taxas e demais rendimentos, bem como promover a distribuição das cotas de arrecadação conforme os critérios de repartição fixados em lei; fiscalizar a profissão de economista; impor as penalidades previstas; organizar e devolver cursos, palestras, seminários e discussões para a atualização profissional e a respeito da ética profissional; elaborar o seu regimento interno para exame e aprovação pelo COFECON; e auxiliar o COFECON no que se refere à contribuição para a formação de sadia mentalidade econômica através da disseminação da técnica econômica nos diversos setores da economia nacional e promoção de estudos e campanhas em prol da racionalização econômica do País.
O Economista, muitas vezes visto como o profissional das crises, destaca-se no mundo global e instantâneo contemporâneo por sua formação holística. É ao mesmo tempo técnico e Cientista Social. Domina matemática, estatística e econometria tão bem quanto transita pela história, geografia, filosofia, sociologia e política. Vai da dimensão temporal para a espacial com extrema facilidade. Enxerga o global sem perder o olho do particular, e o particular com uma perspectiva global. Discute e interage com questões gerais tão bem quanto é pragmático na resolução de problemas específicos. Atua no setor privado, público ou terceiro setor. É conhecido por ser o profissional da prosperidade, seja no âmbito micro, quando procura melhorar o desempenho das empresas, ou no âmbito macro, quando procura interferir na economia nacional e mundial com objetivo de acelerar o crescimento econômico sustentado. Entretanto, engana-se quem pensa que o Economista é apenas um profissional da riqueza, do dinheiro. Acima de tudo o Economista é o profissional do bem-estar social. É um interprete da sociedade que se coloca também como importante agente de transformação da própria sociedade. Pensa, desta forma, caminhos e alternativas de desenvolvimento de modo que as condições de vida da sociedade como um todo melhore. É o profissional que busca a prosperidade, mas não perde o foco da pobreza, da miséria e do meio-ambiente. Pelo contrário, busca construir uma sociedade mais justa e igualitária, na qual todos tenham acesso às condições básicas de inserção social. É um profissional que pensa o abstrato sem perder a sensibilidade do concreto. Ou seja, ser Economista não é para qualquer um, é fundamental a existência de uma vocação para o exercício da profissão. É uma atividade profissional das mais difíceis. E a sociedade como um todo precisa deste profissional e a comemoração dos 60 anos da profissão enseja um momento de reflexão. 

TABELA 1
GALERIA DE PRESIDENTES DO CORECON-PA
Mandato
Presidente
2010/2011
Eduardo José Monteiro da Costa
2009 / 2008
Sérgio Roberto Bacury de Lira
2007
Teobaldo Contente Bendelak
Hélio Santana Mairata Gomes
2006
Edson Roffé Borges
2005 / 2004
Omar Corrêa Mourão Filho
2003
Wilton Santos Brito
2002
Omar Corrêa Mourão Filho
2001 / 2000
Afonso Brito Chermont
1999 / 1997
Edson Roffé Borges
1996 / 1995
Mário Ramos Ribeiro
1994
Sérgio Roberto Bacury de Lira
1993
Hitoshi Kishi
1992 /1991
José do Carmo Marques da Silva
1990
Eduardo Henrique Angelim Mendes
1989 /1988
Henrique Osaqui
1987
Elpídio Gonçalves da Cunha Filho
1986 /1985
Dulce Nazaré de Lima Loency Souza
1984
Afonso Brito Chermont
1983
Constantino Ribeiro Otero
1982
José das Neves Capela
1981 / 1980
João Antônio Moreira Bastos
1979 / 1972
Sebastião Rabello Mendes Filho
1971
Antônio Américo Ferreira Leitão
1970
Milcíades Marciano de Abreu Braga
1969
José Marcelino Monteiro da Costa
1968 / 1966
Pedro José Martin de Mello

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