terça-feira, 26 de julho de 2011

Reflexões sobre a profissão de economista - Parte 8 - A Mudança de Mentalidade Necessária

Não há dúvida de que um Conselho fortalecido significa uma categoria prestigiada e valorizada. Ainda estamos longe do ideal, mas estamos construindo uma trajetória diferente. Melhoramos significativamente, mas a categoria precisa se envolver ainda mais nas atividades do Conselho, afinal a nossa instituição é formada por todos os economistas. Acredito que todo economista deveria ao menos uma vez na vida participar das atividades do CORECON-PA, principalmente porque envolvido nestas atividades o economista consegue ter uma visão mais clara da profissão.
Não dá para ficar reclamando que o Conselho não faz isto ou aquilo. O Conselho somos nós. Será que todos nós estamos dando a nossa parcela de contribuição? Às vezes queremos que o CORECON-PA tome determinadas providências, mas não nos dispomos a colaborar, a ceder uma parte de nosso tempo. Temos a nossa agenda pessoal, os nossos compromissos, que afinal de contas são mais urgentes e importantes. Afinal de contas, estamos sempre atrasados! Talvez se tivéssemos mais consciência de classe às coisas estivessem noutro patamar. Mas para alguns é mais fácil ser um free rider do que se envolver. Ajudar nas ações do Conselho realmente dá trabalho e exige responsabilidade.   
Iniciamos no ano de 2010 um novo movimento de renovação dos economistas no estado do Pará. Resgatamos uma filosofia que ficou perdida lá no passado. Temos sangue novo no CORECON-PA, que muitas vezes não é novo na idade, mas na mentalidade, na forma de participação e engajamento. Neste ponto temos jovens e participativos economistas e velhos jovens economistas, acho que entenderam, não?   
Há economistas que estão verdadeiramente se entregando a um trabalho coletivo, mas que infelizmente muitas vezes ainda não é reconhecido e prestigiado. Confesso que fico triste quando um economista, e acredito que estes fazem parte de uma minoria, chegam ao Conselho dizendo que o CORECON-PA não faz nada pela categoria. Ou desiludido com o Conselho vem solicitar o seu desligamento. Mais do que um simples desligamento de uma entidade ao fazer isto ele está na prática renunciando o seu direito de ser chamado de economista. Isto mesmo, sabemos que de acordo com a nossa lei, que está fazendo 60 anos de regulamentada, somente pode ser denominado de economista o bacharel em Ciências Econômicas devidamente registrado em seu órgão de classe, no caso do Pará o CORECON-PA.
Tenho a consciência de que fizemos nestes quase dois anos mais do que o possível. Superamos as nossas expectativas, principalmente em função do diminuto número de colaboradores de que dispomos. Conclamo a categoria a se envolver mais com as atividades do CORECON-PA. Precisamos manter acessa esta chama de renovação. Precisamos mudar a mentalidade que muitas vezes impera. O cargo de Conselheiro não é para economistas experientes com uma trajetória definida de vida que apenas aparecem nas Plenárias. É para qualquer economista que tenha gana para colaborar com a categoria. Ademais, o título de Conselheiro não pode ser visto apenas como um status na categoria e na sociedade, mas acima de tudo o Conselheiro precisa se envolver com as ações do CORECON-PA.
Há, portanto, uma mensagem que quero deixar nestas breves linhas. Se sonhamos com uma profissão forte, reconhecida e valorizada no mercado, precisamos fortalecer o nosso Conselho Regional de Economia do Estado do Pará. Conselho forte é sinônimo de profissão forte, reconhecida e valorizada. Dom Quixote já nos ensinava que o sonho que se sonha só é somente um sonho, mas o sonho que se sonha junto passa a ser o começo de uma realidade. Fica o convite para você que ainda não se envolveu neste sonho passar a sonhar junto conosco.

2 comentários:

  1. Tenho uma sugestão para o próximo post: O estudante de economia e o Corecon-Pa. Acho que seria interessante...

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  2. Eu acho sinceramente que os conselhos sao uma nata corporativista que para pouco presta, depois da OAB, CREA e CFM todos quiseram embarcar na mesma onda, nao ha sentido nenhum em exclusividade e obrigatoriedade na funcao de economista, nem contador, e tantas outras. o jornalismo ja caiu o mundo atual eh cada vez mais generalista voces sao a contramao da historia.

    voces sao a CBF dos profissionais, sao cartolas e nada mais que isso.

    o governo deveria sim ter uma agencia para resolver isso com todas as profissoes, nao tem sentido um orgao de cunho publico em favor da sociedade ser formado pelos proprios profissionais a que julgam fiscalizar.

    seria como um analista do banco central ser um banqueiro.


    um dia voces todos cairam por terra, o Getulismo acabou ha muito tempo....

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