quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Aspectos econômicos e políticos do separatismo são abordados durante palestra

O Conselho Regional de Economia do Estado do Pará (CORECON-PA) realizou na última sexta-feira (30/09) a palestra “Aspectos Econômicos e Políticos do Separatismo no Estado do Pará” que contou com a participação de estudantes, profissionais de diversos ramos e representantes da sociedade em geral.
Moderado pelo Presidente do CORECON-PA, o economista Eduardo Costa, o evento teve como objetivo possibilitar aos participantes o acesso à informações sobre questões acerca da divisão territorial do estado.


 Dentre as questões fundamentais que surgiram durante a atividade destacaram-se: o real custo efetivo da divisão, quem arcará com o custo de implantação da nova estrutura administrativa dos novos estados, quem herdará a dívida do estado do Pará, quem ficará com o passivo dos servidores públicos inativos, dentre outras.
Para palestrarem no evento, o CORECON-PA convidou a economia Lúcia Bahia, Doutora em Economia e Professora da Universidade da Amazônia (UNAMA) e o economista e cientista político, Roberto Corrêa, Doutor em Ciências Políticas e Professor da Universidade Federal do Pará (UFPA) que pontuaram respectivamente, os impactos econômicos e políticos pertinentes à eventual repartição territorial do estado.
De acordo com Lúcia Bahia, um estudo desenvolvido na UNAMA apontou que não foi encontrada correlação positiva entre o tamanho do território e o desenvolvimento socioeconômico. Segundo a economista, tanto estados pequenos quanto grandes podem apresentar elevados ou reduzidos padrões de desenvolvimento. “A criação de estados e territórios que não possuem autonomia financeira pode levar ao enfraquecimento da federação na medida em que estas novas unidades apresentam grande dependência de recursos transferidos pelo governo federal, condenando as populações dos municípios mais distantes dos centros decisórios a toda espécie de carências, especialmente às de prestação de serviços oferecidos pelo poder público, como saúde, saneamento, transportes e educação”, afirmou.
Para Roberto Corrêa, a proposta de divisão territorial do estado atende mais a interesses políticos e econômicos das grandes empresas do que aos interesses da sociedade, pois com a criação de dois novos estados aumentaria o número de cargos políticos. Ainda de acordo com o economista e cientista político, a maior parte dos investimentos públicos, privados e projetos em fase de pesquisa e viabilidade estão em Carajás. Já Tapajós nasceria com baixo dinamismo econômico e recessões ambientais. E o Pará ficaria com as áreas problemáticas, como por exemplo, o Marajó e o nordeste paraense.
 “Acho de vital importância econômica que a questão do separatismo do Pará seja popularizada para que todas as camadas sociais tanto da capital, quanto do interior do Estado sejam informadas e esclarecidas sobre o tema. O CORECON-PA está de parabéns por tomar essas iniciativas de sempre estar discutindo temas de interesse público como Divisão do Pará, Lei Kandir e Construção de Belo Monte”, destacou a economista Kátia Vaz.
 “Acredito que a palestra sobre os aspectos econômicos e políticos do separatismo no Estado do Pará tenha colaborado para enriquecer e fortalecer o processo democrático”, ressaltou o professor José Clodoaldo Fernandes.

Texto: Andressa Ferreira – Assessora de Comunicação do CORECON-PA

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