quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Audiência Pública sobre pedofilia


O Fórum das entidades que luta contra a exploração sexual de crianças e adolescentes convida você a participar da AUDIÊNCIA PÚBLICA que marcará os dois anos da CPI que investigou e denunciou crimes de Pedofilia no estado do Pará.
Estarão presentes o Deputado Federal Arnaldo Jordy, Vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, o Senador Magno Malta, a atriz Camila Pitanga, entre outras autoridades e personalidades engajadas nessa luta. 

Dia: 02 de março (sexta-feira)
Hora: 14h
Local: Auditório João Batista da Assembleia Legislativa
Trav. do Aveiro, nº 130 – Cidade Velha - Belém


CORECON-PA divulga edital para a seleção de artigos que embasarão debates durante o ENAM


O Conselho Regional de Economia do Estado do Pará (CORECON-PA) lançou no dia 17 de fevereiro, o edital para a elaboração de artigos que comporão uma coletânea que tem como finalidade valorizar as produções com foco na realidade da Região Amazônica e deverão oferecer ainda que em abordagem preliminar, alicerce sólido para os debates a serem realizados durante o VI Encontro de Entidades de Economistas da Região Norte (ENAM). O evento está previsto para ser realizado nos dias 13,14 e 15 de junho de 2012 em Belém e terá como tema principal “Cem Anos da Crise da Borracha: do retrospecto ao prospecto”
Os artigos aptos a integrarem a coletânea serão exclusivamente aqueles voltados à temática do VI ENAM, referentes ao período histórico de 1912 a 2012 e que se compatibilizem com o Termo de Referência e com os seguintes Eixos Temáticos: 1) A Questão da Produção de Conhecimento Regional e a Biodiversidade; 2) Infraestrutura, Transporte e Logística na Amazônia; 3) Pólos Industriais na Amazônia; 4) Mineração na Amazônia: Maldição ou Dádiva?; 5) Os Grandes Projetos Energéticos e o Desenvolvimento da Amazônia e 6) O Federalismo Fiscal Brasileiro e a Amazônia como Almoxarifado do Desenvolvimento Alheio.
Os autores deverão entregar o (s) resumo (s) expandido (s) dos artigos, acompanhados de solicitação formal de inscrição, no período de 02 a 06 de abril, das 8h00 às 12h00 e das 14h00 às 18h00, na sede do CORECON-PA, localizada na Rua Jerônimo Pimentel, 918, Bairro Umarizal - Belém - PA. Já os autores que optarem por enviar o (s) resumo (s) expandido (s) via correio deverão encaminhar por SEDEX e com AR, até o dia 23 de março.
 Quanto ao Termo de Referência do regulamento para a seleção dos artigos, a solicitação pode ser efetuada através dos telefones: (91) 3223-1988 ou (91) 3222-6917 ou através do e-mail: adm@coreconpara.org.br ou ainda, na sede do CORECON-PA.

Fonte: Assessoria de Comunicação do CORECON-PA

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

1° Encontro do Movimento NOVA POLÍTICA no estado do Pará

              Será realizado no próximo dia 29-02 ás 20 horas, na churrascaria Boi D´Ouro (Av. Almirante Tamandaré, 912), o 1° Encontro Sonhático do Movimento NOVA POLÍTICA no estado do Pará. Nesse dia será apresentado o movimento e sua agenda de eventos do 1° semestre de 2012. O Encontro é aberto para todos que queiram ajudar a construir uma NOVA POLÍTICA no estado do Pará e no Brasil.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

ENAM discutirá centenário da Crise da Borracha na Amazônia


Por Manoel Castanho 

O centenário da Crise da Borracha na Amazônia será o tema principal da sexta edição do Encontro de Entidades de Economistas da Região Norte (ENAM), que acontecerá de 6 a 8 de junho de 2012, em Belém. O evento utilizará artigos elaborados por autores de todo o Brasil para embasar os debates. A participação é livre a qualquer pessoa que se julgue apta a elaborar o texto, sendo necessário considerar pontos importantes, como a temática e os prazos. A produção textual será escolhida mediante resumo expandido de, no máximo, duas laudas, acompanhado do currículo resumido do autor. As inscrições estarão abertas entre 02 e 06 de abril.
Os artigos devem seguir eixos temáticos voltados para a questão da produção de conhecimento regional e a biodiversidade; da infraestrutura, transporte e logística; dos pólos industriais; da mineração; dos grandes projetos energéticos e de desenvolvimento; e o federalismo fiscal brasileiro - todos relacionados à Amazônia.
Cada autor pode inscrever até dois artigos, desde que os textos abordem eixos temáticos diferentes. Para participar, os candidatos devem apresentar carteira de identidade, CPF e comprovante de residência. Os resumos expandidos dos artigos devem ser entregues na sede do CORECON-PA (Rua Jerônimo Pimentel, 918, bairro Umarizal), de segunda a sexta-feira, em horário comercial. As inscrições vão de 02 a 06 de abril e o resultado será divulgado em 16 de maio. Os autores classificados receberão certificado do Corecon-PA durante o VI ENAM, em cerimônia especial.
O evento será coordenado pelo Conselho Regional de Economia da 9ª Região (CORECON-PA), e promovido pelo Conselho Federal de Economia (COFECON), juntamente com os CORECONs da região Norte do país.

Fonte: http://www.cofecon.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=2468&Itemid=1

Deputado Alessandro Novelino morre em acidente aéreo

          Na manhã de hoje, 25 de fevereiro, o Deputado Estadual Alessandro Novelino morreu em um acidente aéreo nas proximidades do município do Acará quando rumava em um bimotor para a sua fazenda no município de Tomé-Açu. Lamentamos a morte trágica do deputado e nos solidarizamos com a sua família. Quem deverá assumir a sua vaga na Assembléia Legislativa é o vereador do município de Santarém Nélio Aguiar do PMN.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

FUGA DA HISTÓRIA E DA RAZÃO

Isaltino Gomes Coelho Filho

              Nas palestras que apresentou no Trinity College, em Glascow, o teólogo suíço Emil Brunner focalizou os escândalos do cristianismo ao mundo da razão. A primeira palestra abordou o escândalo da revelação histórica. Ele comenta a recusa do homem em aceitar que em um determinado período da história, em três décadas, Deus esteve presente fisicamente no mundo, fez história, e todo o destino da humanidade foi definido neste período. Isto soa como non sense.  Além disto, é um absurdo crer que Deus escolheu um povo, Israel. Por que não a Índia? Por que não outro mais adiantado? Por que não falou com todos? Os mórmons “resolveram” isto. Não deixaram os Estados Unidos para trás. Fizeram surgir uma “revelação” nos States… O mormonismo resolveu este complexo de inferioridade norteamericano (“Deus fez uma revelação aqui, também!”).
A revelação de Deus na história é uma declaração da impossibilidade do homem em encontrar Deus sem que este se manifeste. Afirma também que a salvação do homem está fora dele. Porque o metafísico os homens constroem com seu raciocínio. A revelação de Deus na história independe do querer e fazer humanos. Fichte expressou bem a frustração do orgulho humano, mesmo que não quisesse  reconhecer isto: “Somente o metafísico salva, não o histórico”. Em outras palavras: sou eu, e não algo fora de mim, que deve me salvar. Lessing foi além de Fichte: “Fatos históricos jamais podem ser uma prova para a verdade eterna da razão”. O problema, Lessing, é que fatos históricos, embora possam ser culturalmente reinterpretados, não podem ser mudados. São eternos. A razão não é eterna, porque se modifica. A única coisa que não muda na razão é o orgulho, mas as opiniões mudam. A razão não pode oferecer algo imutável. Só a história.
 Rejeitando fatos históricos como a revelação de Deus no tempo e no espaço, e na pessoa histórica, concreta e real de Jesus de Nazaré, o homem transforma a religião em misticismo oco. Repleta de sentimentos, intuições, insights, etc., como a religião de Platão, das idéias eternas, conhecimento de uma verdade divina na consciência, um eterno místico escondido no eu. Não há um parâmetro e passamos a ter tantas religiões quantas sejam as cabeças. Isto faz do homem o seu referencial. Sem certezas.
 Volto a Brunner: “Eis porque a revelação histórica é o grande escândalo ou obstáculo para os homens naturais. O homem, repleto de seu amor próprio e  orgulho próprio, não quer ser descoberto porque não quer que seu orgulho seja infringido. Reconhecer a revelação histórica significa reconhecer que a verdade não está em nós, e que a relação correta com Deus não pode ser estabelecida por nossa parte; que a brecha entre Deus e nós é de tal natureza que não podemos fazer nada a esse respeito”. Tem razão.
 Mas o orgulho humano em colocar a fonte de autoridade no homem não está apenas nos incrédulos. Está também nos crentes.  É por isso que em muitos segmentos evangélicos a Bíblia tem sido posta de lado e Jesus tem sido esquecido, preterido pelo “Espírito Santo”, que não se assemelha à terceira pessoa da Trindade, mas  se identifica com os insights das pessoas. Há muita gente confundindo sua psychê  com o Ruah  do Senhor. Pensa assim: se está na minha mente, foi Deus quem pôs. Como disse um jovem: “Não preciso ler a Bíblia porque Deus mora em mim, e tudo que preciso saber ele coloca em meu coração”. A pessoa se fecha a qualquer correção e tudo que ela diga ou faça foi orientado por Deus.  Por isso o conceito de pecado está se diluindo entre nós. Se nossos sentimentos são a revelação, nosso agir é sempre puro, sempre certo. O subjetivismo oriundo do desprezo da historicidade e objetividade doutrinária produz isso, mas ignora Jeremias 17.9: “Quem pode entender o coração humano? Não há nada que engane tanto como ele; está doente demais para ser curado”. Não podemos ser a revelação. Estamos espiritualmente doentes. Gravemente doentes. A revelação de Deus na história é Graça que socorre os pecadores caídos.
Não há cristianismo nem verdade sem a revelação de Deus na história. A que as Escrituras registram e a que Jesus manifestou. Por mais que o mundo se escandalize, a igreja deve reafirmar isto: a verdade está num livro e num homem. A verdade está na Bíblia e em Jesus.

Lançamento do livro "Desafios e Potencialidades para a Amazônia do Século XXI"

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Fotos: Audiência Pública sobre Belo Monte na ALEPA - 07/04/2011

Fotos tiradas na Audiência Pública realizada na Assembléia Legislativa do Estado do Pará (ALEPA) sobre a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte. Estas fotos foram extraídas do sitio do Pará Político (www.parapolitico.com.br) do amigo Hamilton Francês.




Sobre o lucro da Vale e a sua colônia, o estado do Pará

Na semana passada a empresa Vale divulgou o seu fantástico desempenho no ano de 2011. Gerou um lucro no ano em torno de R$ 40 bilhões e de acordo com regras contábeis adotadas nos Estados Unidos (US GAAP) obteve uma receita operacional de US$ 60,4 bilhões e um lucro líquido da ordem de US$ 22,8 bilhões. A Vale vem consolidando recordes após recordes. Somente em termos de exportação de minério de ferro e pelotas, na qual o estado do Pará possui as suas principais plantas operacionais, no ano de 2011 foram exportadas mais de 300 milhões de toneladas.
Não resta dúvida de que a Vale se consolidou ano passado como a maior empresa privada brasileira e uma das maiores do mundo. Estes dados, entretanto, nos fazem novamente refletir sobre velhas questões. A pergunta central é: qual o retorno social que tais empreendimentos têm deixado nos seus locais de exploração?
Hoje não resta dúvida que o estado do Pará é o principal pólo produtor de minério da Vale. Contraditoriamente a empresa continua mantendo uma postura capitalista selvagem no estado. Faz muito pouco em termos sociais e gasta muito em campanhas publicitárias procurando dar muita visibilidade ao pouco que faz. Basta visitar os municípios que sofrem influência direta e indireta de seus empreendimentos que a olho nu é possível questionar este modelo de desenvolvimento. Quem já foi em Parauabebas, Canaã dos Carajás, Marabá, dentre outras cidades, sabe do que estou falando.
  Quando eu leio notícias coma esta me sinto literalmente “assaltado”. Exatamente! Sabemos que as riquezas minerais são de propriedade da União, portanto, de todos nós brasileiros. Já as empresas mineradoras recebem concessão pública para explorar as nossas riquezas, e o seu fantástico desempenho decorre da exploração e exportação em larga escala do que nos pertence, sem uma devida compensação ambiental, social ou financeira.
A exploração dos recursos minerais é finita. Após “sugar” todas as nossas riquezas o que restará? Buracos, pobreza ou miséria como na Serra do Navio no Amapá? Um simples dado assusta qualquer um. Como pode uma empresa ter um lucro líquido de mais de US$ 22 bilhões e o estado colônia desta empresa, o Pará, não ter US$ 400 milhões para investir em políticas públicas (saúde, educação, segurança pública, saneamento...) para os seus mais de 7,5 milhões de habitantes.
Ademais, como pode uma empresa com este desempenho pagar menos imposto que médias redes de supermercados locais? Levantamentos preliminares apontam que esta grande empresa em termos econômicos – porém pequena em termos sociais – deixou nos cofres públicos algo em torno de R$ 600 milhões, parte destes recursos contestados judicialmente. Há um grande descompasso nisto. Alguma coisa está errada. Limito-me aqui apenas a externar estas contradições sem tecer maiores juízos de valor. Deixo para os leitores esta tarefa...



Ps.: Precisamos lutar contra a Lei Kandir e pelo aumento nas compensações financeiras pela exploração mineral.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Nova enquete sobre Belém do Pará

A Cidade de Belém hoje se caracteriza por ser uma metrópole caótica em todos os sentidos. Falta planejamento público e uma visão holística na gestão municipal. Ademais, Belém não pode mais ser vista de forma não integrada com a nossa Região Metropolitana. A ausência destes elementos tem produzido um espaço urbano caótico. Neste sentido, não perdendo de vista que a intervenção urbana precisa ser sistêmica, integrada e holística, o Blog Economia, Política e Religião lança uma enquete com o objetivo de destacar a área hoje mais problemática em nossa cidade. Participe. Vote na área que você acha que precisa de urgente atenção do poder público municipal. Poste nos comentários a sua opinião. Exercite a sua cidadania! 

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

COFECON realiza posse da nova presidência e conselheiros

Por Manoel Castanho – Jornalista COFECON

 O Conselho Federal de Economia realizou na noite de quinta-feira (09) a posse de sua nova presidência. O evento aconteceu no Hotel Nacional, em Brasília, e contou com a presença de várias autoridades (tanto locais quanto de outros estados), professores e dirigentes de outras categorias profissionais.
Após o hino nacional, foi exibido um vídeo comemorativo dos 60 anos da profissão, no qual apresenta-se rapidamente seu início no Brasil, os anos em que ganhou maior projeção nacional, a importância e as habilidades do Economista, bem como as perspectivas para o futuro. As festividades dos 60 anos serão encerradas em breve com o lançamento de um livro contando a história da profissão no Brasil e do Conselho Federal de Economia. 


O agora ex-presidente Waldir Pereira Gomes (acima) fez um discurso no qual prestou contas de sua gestão, destacando uma a uma as principais realizações. Entre elas, destacam-se os despachos executivos, que trouxeram mais diálogo ao sistema COFECON/CORECONs; a implantação da Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) como instrumento de valorização profissional, bem como as reuniões mantidas com bancos para pedir deles a obrigatoriedade da ART; o Simpósio Nacional dos Conselhos de Economia (Since) e o Congresso Brasileiro de Economia (CBE) como eventos máximos da categoria; a campanha comemorativa dos 60 anos da profissão; o workshop de gerentes executivos, fiscais e setor jurídico dos CORECONs e o Programa de Desenvolvimento Humano para funcionários do COFECOn; além de uma longa lista de outras realizações.


Acima, a partir da esquerda: Roridan Penido Duarte, Fabíola Andréa Leite de Paula, Eduardo José Monteiro da Costa, Antonio Eduardo Poleti e o presidente Ermes Tadeu Zapelini; abaixo, Júlio Alfredo Rosa Paschoal, Júlio Flávio Gameiro Miragaya, Nei Jorge Correa Cardim, Antonio Eduardo Nogueira, Lourival Batista de Oliveira Junior, o vice-presidente Kanitar Aymoré Saboia Cordeiro e Paulo Roberto Lucho.

Em seguida foram empossados o novo presidente, Ermes Tadeu Zapelini; o vice-presidente Kanitar Aymoré Saboia Cordeiro; os novos conselheiros federais efetivos Antonio Eduardo Poleti, Eduardo José Monteiro da Costa, Fabíola Andréa Leite de Paula, Júlio Alfredo Rosa Paschoal e Roridan Penido Duarte; e os novos suplentes Júlio Flávio Gameiro Miragaya, Nei Jorge Correia Cardim, Paulo Roberto Lucho, Antonio Eduardo Nogueira e Lourival Batista de Oliveira Junior. Wellington Leonardo da Silva (efetivo) e Carlos Henrique Tibiriçá Miranda (suplente) não puderam estar presentes. 
Encerrando a programação da noite, veio o discurso do novo presidente Ermes Tadeu Zapelini (abaixo). Começou falando sobre o Economista: "É o profissional que tem a mais ampla visão do mundo em que vivemos. É o profissional que abarca conhecimentos dos mais diversos campos do saber".


 Mas o presidente teve que apontar para uma realidade mais dura no que diz respeito à profissão: "A maioria das escolas existentes possui instalações deficientes, corpo docente mal remunerado. A legislação que instituiu este profissional, além de estar defasada num mundo que passou por transformações significativas nas últimas décadas, ainda não especifica claramente os procedimentos inerentes à delimitação do campo profissional. A isso junte-se o encolhimento do mercado de trabalho pelos seus maiores empregadores: o executivo federal, os estaduais e os municipais". Mas prometeu: "Vamos lutar inexoravelmente e deixar de ser vítimas para sermos atores". 
Zapelini também criticou a burocracia que atinge a administração pública e, por extensão, os conselhos. "A realização de qualquer tarefa tem que adequar-se a um conjunto de programas, projetos, planilhas, orçamentos com recursos financeiros disponíveis, formulários, justificativas, pareceres, licitações, dispensas, decisões colegiadas, etc. Tudo isso faz com que o processo decisório se torne moroso, estafante e, por que não dizer, tortuoso". Ao mesmo tempo, o presidente prometeu otimizar os recursos para que cada setor possa ter mais tempo para dedicar-se aos economistas e ao mercado de trabalho. "Vou priorizar objetivos fundamentais para evitar a superficialidade; vou valorizar nossas experiências bem sucedidas, e as más, que nos sirvam de aprendizagem". 
Zapelini destacou que a Lei 1.411/51 dá ao Conselho Federal de Economia a atribuição de servir como órgão consultivo do governo em matéria de economia. "Se o governo não nos está consultando, vamos prestar assessoria opinando com mais ênfase", destacou Zapelini, para então entrar na discussão de conjuntura, criticando especialmente os juros altos praticados no país. "A autoridade monetária abomina o aumento da demanda agregada", colocou o presidente. "Queremos ser os maiores em tudo", ironizou, dizendo que talvez por isso, temos as mais altas taxas de juros do mundo". E ao comentar as taxas de juros de cartão de crédito, voltou a dizer que "são as mais altas", fez uma pausa e concluiu: "da Via Láctea". 
Por fim, referiu-se à importância do planejamento. Afirmou que a atividade econômica deve funcionar de forma articulada, “com profissionais economistas e a santíssima demanda agregada”. Defendeu que os governos estejam presentes “com agências reguladoras ágeis e enérgicas, política fiscal, monetária e cambial articuladas. Todos estes ingredientes sob o guarda-chuva das taxas de juros civilizadas”.
A íntegra do discurso de Zapelini pode ser acessada clicando AQUI.
Depois da cerimônia houve uma recepção no mesmo local.