sexta-feira, 21 de junho de 2013

PROTESTO PARA QUEM PRECISA DE PROTESTO...


Ontem, mais de 15 mil cidadãos foram às ruas de Belém para protestar. Faixas, cartazes, caras pintadas e muito vigor não faltaram aos manifestantes. Agora, toda luta é válida quando a causa justa. E as motivações desta batalha travada na tarde de ontem, pelas ruas da capital paraense, ainda são meio confusa. Até o prefeito Zenaldo Coutinho, que tentou dialogar com os participantes do movimento, na porta do palácio Antônio Lemos, ficou sem saber ao certo qual era a principal reivindicação do manifesto.

No eixo Sul e Sudeste a causa é bem clara: a redução das passagens do transporte público, que foi onerada em R$ 0,20 no mês passado. Já em Belém, observamos um grande misto de motivações, que vão desde a obra da UHE de Belo Monte até a conclusão do BRT da RMB. Cada manifestante tem seu próprio ensejo, e dessa forma, fica difícil atender. A concentração de esforços em São Paulo, por exemplo, resultou em vitória para os cidadãos, já que os governos (estadual e municipal) voltaram atrás na decisão.

Mas, será que vale mesmo a pena surfar na onda dos outros? Ao que entendi, mais uma vez ficamos reféns do processo, já que os investimentos que estavam previstos para São Paulo, a partir deste aumento de R$ 0,20 nas tarifas do transporte público, agora sairão dos cofres do Governo Federal, já que o Executivo paulista voltou atrás na decisão de reajuste. Isso significa que vamos continuar convivendo com a velha e indesejada distorção federativa no Brasil, já que este recurso que será bancado pelo Governo Federal deixará de seguir seu destino correto: os cofres das demais prefeituras brasileiras, que precisam tanto quanto São Paulo.

Então, caros colegas manifestantes, eis uma causa justa para nós, paraenses: o fim da distorção federativa no Brasil. Ela, a distorção, é uma antiga inimiga do nosso povo. A Lei Kandir – outra motivação bem forte para protestarmos – é uma prova de que servimos apenas como almoxarifado do Brasil. Por aqui, vão-se os minérios, ficam as mazelas.

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