segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Da cultura do funcionário público para a cultura do servidor público: a revolução necessária


Estou convencido da necessidade de mudança na mentalidade hoje imperante no serviço público do estado do Pará, quer em nível estadual, quer em nível municipal. Neste momento é importante distinguir funcionário público de servidor público. Destaco que esta divisão não é consagrada, mas apenas uma forma de ilustrar um paradigma cultural que impera na administração pública no estado do Pará.
Na administração pública no estado do Pará há uma clara predominância da cultura do funcionário público. Este se caracteriza por ter clareza de todos os seus direitos, mas de não cumprir com destreza as suas obrigações. Não tem compromisso com a coisa pública e com aqueles que necessitam de serviços públicos de qualidade. Condena a burocracia pública a morosidade, falta de compromisso e ineficiência. Não prima pela melhoria da condição de vida do cidadão, mas move-se unicamente pela questão pecuniária própria.
Do outro lado, há o servidor público, este sim compromissado com a coisa pública e com os resultados da gestão. É dedicado, eficiente, eficaz e efetivo. Tem compromisso com a melhoria das condições de vida dos usuários dos serviços públicos. É um idealista por natureza, tem compromisso acima de tudo com o social e o coletivo. Envolve-se profundamente nas tarefas e ações que são de sua responsabilidade. Está sempre prensando em implementar melhorias. 
Infelizmente, temos muito mais funcionários públicos do que servidores públicos. Assim, se queremos romper com a condição de subdesenvolvimento, precisamos no bojo deste processo romper com o paradigma cultural do funcionário público e implementar o paradigma do servidor público.

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