quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Banho de água fria


Lamentável a nota de hoje no Repórter 70 do Jornal O Liberal de que o vice-governador Helenilson Pontes e o secretário de meio ambiente do Pará, José Colares, se reuniram com a alta cúpula do IBAMA em Brasília, incluso o presidente da entidade, sr. Volney Zanardi Jr., e foram informados de que as condicionantes sociais não serão incluídas nas licenças a serem emitidas para grandes empreendimentos energéticos e minerais no Pará. Pior, de acordo com a nota a questão social segundo o IBAMA depende de pressão política (sic.).
Lamento, como paraense, profundamente este tipo de posicionamento de um órgão público do governo federal. Contraditório, vindo de um representante de um governo que defende a questão social. Quer dizer que o IBAMA admite publicamente que somente a energia e o minério interessam para o Governo Federal? A população do entorno destes grandes projetos não é levada em consideração no processo de licenciamento? Pergunto, então por que o licenciamento é dito sócio-ambiental? Mede-se somente os impactos? Não há mínima mitigação destes? Resta somente uma palavra quanto a isto: LASTIMÁVEL!
Isto é reflexo de uma sociedade desarticulada, de políticos descompromissados (com raras exceções), de uma bancada que não se organiza para defender os interesses do Pará e de um estado que é tratado como “almoxarifado” pelo restante do país.

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