segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Belém, a cidade do crime?


Há algum tempo atrás era frequente escutarmos relatos de violência, assaltos, crimes, vivenciados por pessoas próximas. Estes relatos, é claro, demonstravam que o crime avançava na cidade de Belém. Hoje os relatos são diários. E não são de pessoas as quais não temos relacionamento. São de pessoas próximas.
Todo o dia alguém próximo é vítima de algum crime. Estamos gerando uma sociedade do pânico. Pânico de ir a farmácia, ao supermercado, a igreja, de sair para comer qualquer coisa, de deixar os filhos da escola. A bandidagem não perdoa mais ninguém, seja de classe alta, média ou baixa. Mata-se por 2 reais com a maior banalidade. Mata-se por um celular, uma bicicleta, um relógio, um carro... Mata-se advogados, médicos, economistas, policiais... Cidadãos de bem que somente querem viver e manter a sua rotina. Matam-se pais, esposas, maridos, filhos e filhas... É a total banalização da violência e da vida humana.
Longe dos debates acadêmicos que procuram explicar as causas da violência nas questões estruturais, nós, cidadãos de bem desta cidade não aguentamos mais viver com medo. Precisamos dar um basta nesta escalada de violência. Este sim é um motivo justo para irmos mais uma vez para as ruas.

Um comentário:

  1. Fato puramente verdadeiro Prof. Dr. Eduardo Costa!! Eu que nem imagina perto de casa fui assalto no dia 05/11/13, às 22:30 hora de costume da volta da universidade, todos os dias, ainda bem que só levaram bens materiais (mochilas e seus kits: notebook, carteiras, celular, docs. e outros..), neste momento infelizmente temos que nos humilhar para esses jovens que tanto assombra com a nossa sociedade, armados até os dentes e sempre em grupos de dois ou três ou mais. Colocastes muito bem esses termos de todos os dias virar rotina com pessoas que todos os dias estão sendo assalto, seja em direção para a sua casa, para a igreja, para a escola, para o trabalho ou até mesmo para passearmos! Onde vamos parar com esse tipo de sociedade que Estado sabe os mecanismo de frear esse ascendente problemas de extrema violência e assassinato de pessoas inocentes? Em Belém, Ananindeua e em outros municípios do Estado está cada vez violentíssimo com roubo seguido de morte por simples bens materiais que as pessoas de bens levam muito tempo e trabalho para adquirir e em alguns segundos os toma de nós.! Muito triste essa caminhada em que estamos, especialmente em Belém (RMB) do Pará!

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