sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Economistas são mais gananciosos e egoístas, diz professor

Compartilho a seguir matéria veiculada pela Revista Exame a respeito do perfil do economista ante a ganância. Creio que vale a pena refletir sobre.

“Economistas são mais egoístas e gananciosos e menos justos e cooperativos do que a média da população. Essa é a polêmica tese do professor Adam Grant, apresentada em um post no site Psychology Today na semana passada. PhD em psicologia organizacional, Grant é professor em Wharton, uma das mais prestigiadas escolas de negócios do mundo.
Em abril deste ano, ele lançou o livro "Give and Take: a Revolutionary Approach to Success" (numa tradução livre, "Dar e Receber: Uma Abordagem Revolucionária para o Sucesso"), que se tornou um best-seller. A obra trata do potencial de sucesso de pessoas com estilos de atuação generosos e cooperativos.
Agora, Grant escolheu os economistas como alvo. O conceito do auto-interesse como motivação dos agentes econômicos é uma dos pilares da teoria delineada por Adam Smith em seu clássico "A Riqueza das Nações", de 1776. Grant acredita que a ideia foi levada longe demais pelos economistas, e oferece algumas evidências.

Estudos

Uma delas é um estudo liderado pelo professor Robert Frank, da Universidade de Cornell, que indicou que professores de economia nos Estados Unidos doam menos para a caridade do que os de áreas como física, filosofia e psicologia, entre outras.
Pior: comparados com os de outros campos de atuação, os professores de economia tinham o dobro da probabilidade de não doarem sequer um centavo.
Em um outro trabalho, professores da Northwestern, Harvard e da Universidade de Hong Kong notaram que estudantes que haviam realizado três ou mais aulas de economia tinham mais chances de classificar a ganância como algo "correto" e "moral" do que os alunos de outras disciplinas.
O próprio Grant, em parceria com colegas, fez um experimento: reuniu diretores, presidentes e gerentes de empresas que supervisionavam uma média de 140 empregados cada e deu a cada um deles frases aleatórias para montar.
Em seguida, estes chefes tiveram que escrever uma carta comunicando a um funcionário uma má notícia, como uma transferência indesejada ou uma bronca por atrasos. Aqueles que haviam montado frases com temas econômicos escreveram cartas com menos compaixão.”

Fonte: Revista Exame.
 

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