quinta-feira, 10 de abril de 2014

Reflexões sobre a atividade mineral no Pará (Parte III)

     A mineração é uma atividade dita capital intensiva. Ou seja, o número de empregos diretos e indiretos gerados, dado o montante de investimento, é diminuto. Ademais, são empregos qualificados, que boa parte da nossa população não está qualificada para assumir. Ao lado disto observa-se a ausência de condicionantes sociais mais bem pactuados, pouco retorno financeiro para o estado e municípios para promoverem políticas sociais, estando entre elas a educação com a formação de mão de obra qualificada, falta de verticalização da produção e ausência de mecanismos indutores da diversificação da base econômica do estado. Este quadro é alarmante, pois apesar da mineração responder por mais de 30% do PIB estadual e 80% das exportações, responde proporcionalmente por uma parcela diminuta de empregos gerados. Este é um dos fatores que condicionam grande parte da nossa população a continuarem numa situação de exclusão e pobreza, a margem, portanto, da sociedade.

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